segunda-feira, 29 de agosto de 2016

AINDA SOBRE DELEGAR...

No último post, eu disse que existem momentos que você não deve delegar. Acredito que possa ter ficado a dúvida de quais momentos são esses. Abaixo, segue algumas dicas para que você saber quando e por que você deve decidir sozinha (o):


A SITUAÇÃO É URGENTE E VOCÊ TEM UM ALTO NÍVEL DE DOMÍNIO

Resultado de imagem para delegar situaçõesExiste um desafio ou uma oportunidade de negócio urgente, para a qual não se pode perder tempo. Você tem um domínio excelente das questões e sabe que, ao tomar a decisão, não terá surpresas por consequências acidentais ou inesperada. Nessa situação, você não perde tempo. Você não delega a tarefa a ninguém. É você quem decide e executa.




AS PESSOAS ESTÃO EM CONFLITO E NÃO TÊM DISPOSIÇÃO OU CAPACIDADE  PARA RESOLVER AS COISAS POR SI PRÓPRIAS.

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Nas organizações saudáveis, as pessoas resolvem seus conflitos sem envolver o chefe. Mas quando não conseguem ou não querem agir dessa maneira, você tem que tomar a decisão. Cuidado: se isso acontece com frequência, você está sendo juíz ao invés de líder. Invista seu tempo em desenvolver uma cultura de resolução de conflitos construtiva, definindo expectativas e ensinando as pessoas a resolverem as divergências sem você.

AS PESSOAS ESTÃO CANSADAS OU ASSUSTADAS E NECESSITAM DE UMA DECISÃO EXECUTIVA PARA SE FORTALECEREM.

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Quando uma equipe é desmoralizada por um revés, seus integrantes precisam de uma chamada à ação confiante e inequívoca que diga: " Façam isso agora. Acredito em vocês." Às vezes precisam de sua permissão para cuidar de si. A sua equipe pode precisar desse tipo de voz de autoridade para decidir o que é melhor quando o pensamento estiver obscurecido pela exaustão, pelo medo ou pela incerteza.

A DECISÃO IMPLICA UM ALTO GRAU DE RISCO PARA QUEM VAI TOMÁ-LA. Resultado de imagem para decisão de alto risco

Às vezes você precisa tomar uma decisão que envolve grandes despesas, flexibilizar as regras ou tentar uma abordagem nada tradicional. Ela pode funcionar bem ou o tiro pode sair pela culatra. Ótimos líderes não delegam decisões que possam prejudicar quem a toma. Eles assumem pessoalmente o risco. É um meio de demonstrar cuidado e coragem à sua equipe.


Bibliografia: Jill Geisler, Como se tornar um ótimo Chefe; Rio de Janeiro: Sextante, 2013.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

   DELEGAR TAREFAS
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Na experiência como supervisora, com toda certeza a delegação de tarefas era um dos meus dramas: sempre centralizei tudo e ainda preciso melhorar bastante nesse quesito. Porém, aprendi muito com os meus líderes, colegas de trabalho e estagiários e desenvolvi meios para que a delegação de tarefas fluísse com mais naturalidade. Não é simples, porém vale o esforço e com o tempo você vai construindo seu equilíbrio.  

É preciso saber que existe uma grande diferença entre delegar trabalho a um funcionário e delegar responsabilidade e autoridade a ele. Isso funciona melhor quando você concede às pessoas poder para tomarem decisões ligadas à tarefa. Sem isso, elas podem sentir que você as trata como robôs que apenas executam o que você determina. As pessoas se envolvem bem mais em projetos quando desempenham um papel para moldá-los. Elas tendem mais a se apaixonar por ideias, soluções e decisões que elas próprias criaram.

Dito isso, preciso alertá-los para os momentos em que você absolutamente não deve delegar nada. Em certas ocasiões, por causa do tempo, da eficácia ou da importância, você deve simplesmente comunicar às pessoas o que decidiu e o que elas devem fazer.  O segredo é saber quando  e por que você deve decidir sozinho, mas esse é assunto para outro post.

Enfim, para ajudá-los a ser um delegador eficaz, aqui estão algumas dicas sobre o que deve ou não fazer:


CERTO: Examine as características de cada membro de sua equipe e as tarefas que pretende delegar . Comece sendo um mediador. Escolha pessoas que estejam preparadas para o próximo desafio e que gostem de resolver problemas. É importante dizer por que as selecionou para a missão, pois isso é um  feedback maravilhoso sobre as competências delas.

Resultado de imagem para delegar tarefas

ERRADO: Não delegue tarefas e depois desapareça. Acompanhe de perto o desenvolvimento e a execução para poder dar feedback e oferecer ajuda. Deixe claro que você pretende fazer isso não porque queira controlar as coisas nos mínimos detalhes, mas porque quer estar disponível caso precisem de você e torcer pelo sucesso das pessoas. Em projetos com certa urgência, ao delegar as tarefas, seja bem claro com relação aos prazos.



CERTO: Delegue projetos e tarefas que ajudem os funcionários a melhorarem sua imagem na organização. Ótimos líderes, ao delegarem tarefas, aproveitam para ajudar os funcionários a desenvolverem suas habilidades e reputação. Compartilhe a notoriedade. Quando eles parecem bem, você parece bem.
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ERRADO: Não sinta culpa ao delegar uma tarefa pela qual não sente entusiasmo. Somos todos diferentes. Outra pessoa pode gostar do trabalho mais que você- e melhorá-lo. Se a pessoa não gostar da tarefa mais que você, isso não impede que ela seja delegada. Como líder você tem o direito de distribuir o trabalho, mesmo aquele menos desejável. Apenas aja de forma justa ao fazer isso e não se esqueça de mostrar reconhecimento.

CERTO: Quando quiser que bons funcionários aprendam e cresçam, delegue tarefas, mas proporcione informações e autoridade suficientes para que sejam bem-sucedidos.

Espero ajude!!


Bibliografia: Jill Geisler, Como se tornar um ótimo Chefe; Rio de Janeiro: Sextante, 2013.


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

O ATO DE OUVIR-A ESSÊNCIA DA COMUNICAÇÃO



" A comunicação ocorre quando entendemos o que ouvimos. Isso significa ver a ideia expressa e a atitude do ponto de vista da outra pessoa, para entender como ela se sente e atingir seu ponto de referência." Carl Roges

Você interrompe? Quando você fala? Muito? Não o suficiente? Você precisa dar a palavra final? Escuta com atenção?
Muitos de nós acreditamos ser bons ouvintes. Acreditamos que o ato de ouvir seja um processo natural. No entanto, ele é tão complicado quanto a leitura, a escrita e a fala. O ato de ouvir requer atividade mental e física. Ouvir é a técnica de comunicação mais utilizada; no entanto, costumamos achar que não é necessário nenhum esforço de nossa parte.

A CAPACIDADE DE OUVIR DE MANEIRA REFLEXIVA

A capacidade de ouvir permite colocar-se na situação da outra pessoa e responder adequadamente. Uma resposta apropriada reafirma os sentimentos do falante e segue um caminho que demonstra aceitação e compreensão - que reflete o que o locutor disse.Uma fórmula útil para reflexão é : " Você se sente (insira o sentimento) por causa de (insira o evento ou outra causa que esteja associada com o sentimento)".

A capacidade de ouvir de maneira reflexiva só permite que você se concentre nos pontos centrais do problema e mantém o locutor enfocado.
Ela estimula as outras pessoas a abrir seus sentimentos, ajudando a compreender suas emoções e caminhando em direção a solução do problema.

Resultado de imagem para empatia e escuta

Ao ouvir, concentre-se nestas áreas:

1. Ouça a emoção prevalecente. Esteja ciente dos elementos emocionais que regem o locutor e suas percepções. Preste atenção no modo com que os sentimentos são expressos em termos de palavras reais utilizadas, bem como a comunicação não-verbal do locutor: tom de voz, ênfase e linguagem corporal.
2. Ponha-se na situação do falante. Veja a questão sob o ponto de vista dele. Leve em consideração tudo o que sabe sobre os negócios da pessoa e sua vida. Ela está se confrontando com vários prazos? Está passando por um stress pessoal? Essa visão dará a você uma compreensão mais clara dos sentimentos do locutor. 

Alguns reclamam que a escuta reflexiva é muito estruturada.  Quando você aprende a utilizá-la bem, esquece a fórmula e a reflexão surge naturalmente.

A escuta reflexiva fornece um mecanismo que descreve a pessoa. Você pode fazer isso de várias formas:

1. Mostre seu interesse pela pessoa e pelo que ela diz. Isso induz ao diálogo.
2. Não interrompa, dê uma opinião ou impeça o locutor de prosseguir. Mesmo se ele parar, não fale. Deixe-o terminar.
3. Envolva seu corpo todo. Mantenha um bom contato visual. Faça que sim com a cabeça quando a pessoa fizer um comentário.
4. Emita sons como, " Hmmm", " Isso mesmo", " Interessante", " O que você acha disso?". Isso faz com que o locutor saiba que você está prestando atenção.


Bibliografia: Como Se Comunicar com Sucesso-Colleen McKenna-São Paulo: Market Books, 1999.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

OS MITOS SOBRE A LIDERANÇA


MITO 1: A Liderança é uma Habilidade Rara.
REALIDADE: Depende do nível de liderança. Muitos conseguem liderar uma equipe média ou pequena.


MITO 2: A Liderança Já Nasce Com a Pessoa.
REALIDADE: Antigamente, considerava-se a liderança uma qualidade nata de algumas pessoas e quem não a possuía teria de se contentar em ser eternamente liderado. Hoje em dia já se sabe que, embora alguns tenham de fato qualidade natas de liderança, é possível treinar a maioria das pessoas para exercerem lideranças dentro de determinados contextos. Liderança é uma competência que alguns têm em maior proporção do que outros, mas pode ser desenvolvido. Existem cursos de liderança que procuram identificar o estilo pessoal de cada um e orientar como a pessoa deve agir para conseguir liderar e não apenas chefiar os funcionários.
MITO 3: Os Líderes São Carismáticos.
REALIDADE: Liderança não é sinônimo de carisma, nem de extroversão e simpatia. São crenças improcedentes. Se uma pessoa tem carisma, isso facilita o exercício da liderança. Mas, se não tem, não está impedida de liderar. O carisma pode até alavancar o líder, mas não substitui outras habilidades pessoais e técnicas. O líder eficaz precisa ter conteúdo, pois o líder só cheio de carisma, tem um prazo de validade limitado.

MITO 4: Os Líderes São Aqueles Que Possuem os Cargos Mais Altos nas Empresas.
REALIDADE: A liderança não pode ser instituída com um cargo porque ela não é imposta. O liderado precisa aceitar. Por isso, aquele chefe que é respeitado por obediência, e não por influência, na verdade não é um líder. A liderança acontece em todos os níveis, porque é um processo de influência. Qualquer pessoa se torna um líder quando impulsiona a performance dos demais, ajuda a construir o futuro da organização e promove o engajamento e o desenvolvimento de uma equipe. P


MITO 5: O Líder Controla, Dirige, Impulsiona, Manipula.
REALIDADE: É claro que existem líderes que conseguem até, durante certo tempo, conduzir suas organizações no caminho da excelência, agindo autoritariamente e sem respeito aos seus funcionários. Porém, a verdadeira liderança não se faz pelo uso do poder em si, mas sim pela concessão de poder aos outros. O líder eficaz desenvolve um relacionamento com a sua equipe pautado pela confiança, humildade, comprometimento, ética, respeito e credibilidade. Os subordinados de um verdadeiro líder sentem claramente que estão sendo orientados e conduzidos por um caminho voltado ao desenvolvimento do seu potencial. 



Bibliografia:  4) LACOMBEFrancisco JoséMasset,. Teoria Geral da Administração. 1ª ed. São Paulo: Saraiva, 2010